Gestão por quem gerencia e para quem gerencia

Este é o Blog do Professor e pesuisador Gabriel A. L. A. Castelo Branco.

Seja bem-vindo ao nosso espaço de discussões de temas relativos à logística, gestão empresarial e marketing digital!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O cenário para a pós-graduação

Continuando o trabalho: em que cenário estamos inseridos?

Falar que as mudanças são freqüentes é lugar comum. A filosofia clássica já aponta que mudança é a regra.

Mas as mudanças estão levando em consideração alguns fatores específicos, ainda mais quando o que observo é o que deve ser levado em consideração para a construção de uma pós-graduação em marketing digital. Inicialmente mapeei o seguinte:

1) As ações de marketing, desde a década de 90, vem dando mais ênfase a questões pessoais. Cada indivíduo merece ser tratado de forma particular, observado suas características pessoais. Costumeiramente observamos ações de personalização e personificação. A massificação de produtos e de serviços atende cada vez menos os anseios de sociedades de consumo que se tornam cada vez mais especializadas e segmentadas. Consolida-se o marketing de relacionamento e se observam ações mais especializadas de fidelização e de retenção de clientes.

2) A tecnologia saiu da caixinha. Aspectos tecnológicos são cada vez mais populares e deixam de ser coisas de "esquisitões" e começam a avançar na sociedade, não como coisas de um mundo paralelo, mas começam a fazer parte da vida rotineira de pessoas comuns. Celulares são popularizados, a internet alcança mais pessoas, a informação passa a ser consumida de várias formas. Também surgem as mídias sociais. Estou subdividindo isso para poder me organizar um pouco melhor:

2.1) Telefonia: observa-se a popularização da telefonia celular. Como digo em sala de aula, quem pode ter telefone celular, o tem, e quem não pode também tem. Impressionante. Em Brasília temos uma quantidade enorme de linhas de celular habilitadas. São tantas que por diversas vezes podemos ler ou ver afirmações de que há mais celulares que habitantes no DF. Esse meio de comunicação revela algo interessante: cada habitante tem a tendência de carregar consigo um instrumento de comunicação que pode ser acessado em tempo real sem fronteiras físicas de lugar. Basta ter cobertura. Observa-se o aumento do uso de transferência de dados, mensagens de SMS e mesmo o acesso à internet são cada vez mais utilizadas.

2.2) E-mail: com o aumento da popularização da internet e ações de inclusão digital, podemos observar que uma das formas preferidas de comunicação hoje passa pelo contato básico da internet, ou seja pelo correio eletrônico. Esse ponto não merece mais comentários. É básico demais. Atire o primeiro mouse quem nunca recebeu um spam! Mas sempre há questões de mail marketing. Em minha opinião esse é o maior paralelo ao processo de mala direta. A vantagem é que hoje dá pra saber quem leu, quem não leu e quem não quer mais saber de receber mensagens.

2.3) Páginas ou sítios de internet. Como prefiro, as home pages, são o aspecto central. Organizações e pessoas exploram as páginas e os grandes portais de comunicação ainda são a âncora de muitas operações. UOL, Terra, G1, etc. nesse passo surgem:

2.3.1) Sites comerciais, ou seja, com finalidade de estabelecer um vínculo comercial. Comércio eletrônico essencialmente. Como paralelismo de comunicação, os banners digitais que levam a outras páginas além de informar ofertas e promoções. Outro paralelismo, dessa vez com os outdoors, cartazes e panfletos.

2.3.2) Blogs, como esse, servem de meios de comunicação. Cada vez mais democráticos os blogs ganham espaço divulgando ou comunicando aspectos e temas diversos. Muitos de sucesso. Definitivamente não é o caso desse daqui.

2.3.3) Uso de ferramentas de busca. O universo virtual é uma bagunça, mas existem mecanismos que facilitam a busca de assuntos, como o Google. Estar bem posicionado nesses sistemas de busca é fundamental. Google, principalmente.

2.3.4) Acesso da internet em locais cada vez mais inusitados. Antes as pessoas acessavam a internet nos computadores, de casa e do trabalho. Hoje acessam em casas de internet, em bares ou cyber cafés, no celular e logo-logo da TV.

2.3.5) Mídias sociais. As pessoas estão interagindo cada vez mais pela internet. Com os mais diversos interesses e características, as redes de relacionamento digitais, como Orkut, Face Book, My Space, Slide Share, LinkedIn, Que Passa, entre tantas outras estão em voga e crescendo.

3) Autonomia. Os consumidores exercem sua autonomia e a intolerância com as mídias cresce. Agora os consumidores só toleram conhecer o que querem. Comercial na TV foi feito para controle remoto. Quando vem o comercial o controle leva a programação para outro canal. Zap Neles!

4) Juntamente com isso o consumidor passa a ser mais informado e mais crítico. A informação chega de várias formas e o consumidor passa a ter mais poder na relação comercial.

5) Integração: os meios de comunicação estão cada vez mais integrados. Há uma integração cada vez maior nas mídias eletrônicas e a comunicação pode ser checada e validada de várias formas.

Acho que é um bom começo

@castelodf

Construindo uma pós-graduação em marketing digital

Recebi um desafio, de diversas partes: elaborar uma pós-graduação em marketing que prepare profissionais para atuarem nas novas mídias e no novo contexto de relacionamento mercadológico à luz na atualidade e das tendências de futuro.

Ao pensar em uma pós-graduação, então, me deparei com a necessidade de que as relações estão em franco processo de mudança e o cenário não só aponta novos desafios como aponta constante alteração sobre suas próprias bases. Conceitos caem todos os dias. Novas regras surgem. Conceitos são freneticamente alterados. Sim, conceitos estão sendo alterados.

As mudanças estão ocorrendo de forma muito mais profunda e em espaços de tempo alucinantemente menores. Loucura, loucura, loucura, como diria o apresentador Lucina Huck, um grande usuário de mídias sociais.

Primeiro passo: tentar mapear o ambiente.

Que cenário é esse em que vivemos? E para onde isso está nos levando?

Contribuições são bem vindas.

@castelodf

sábado, 21 de agosto de 2010

Pós-graduação

E, setembro o professor Gabriel Castelo Branco ministrará a disciplina Cultura e Poder nas Organizações, na pós-graduação de Gestão da Comunicação nas Organizações, do UniCEUB.

Aguarde notícias.

About managing

sábado, 17 de julho de 2010

Questão de relacionamento

Meus apontamentos evidenciam que há uma grande concentração de arranjos sociais e network como forma de arranque de empresas recém abertas, por empreendedores locais no DF.

Isso já não é novidade. Fernando Dolabella por várias vezes me falou que os meios sociais de relacionamento dos empreenderores costumar ser seus alicerces iniciais de clientela.

O que vejo, contudo Dolabella, é que esse mesmo círculo não é apenas responsável pelo início da clientela é responsável também pela primeira fase de comunicação e propagação do empreendimento.

Esse círculo de pessoas também participa de outros círculos. A cadeia de interação social e de vínculos entre as pessoas, o que denota e aponta que as um processo de comunicação boca-a-coca, baseado em relacionamento puro e simples.

As redes sociais. E aqui não me refiro as eletrônicas, mas àquelas naturais, amplo escopo, se mostram as maiores responsáveis pelo sucesso no início das atividades de empresas a iniciativas empreendedoras.

@castrelodf

domingo, 11 de julho de 2010

Método do caso



É inegável a aplicação do método de estudo de caso no ensino de ciências gerenciais, como a administração.

O aprendizado baseado em práticas impõe de forma decisiva os elementos teoria e prática em contraponto.

@castelodf

terça-feira, 29 de junho de 2010

Até o Google se adapta

Hoje fiz comentários na Band News FM, no espaço publicitário do UniCEUB, sobre o Google, em especial sobre o problema que essa empresa enfrenta na China.

Correndo risco de ter sua licença não renovada, a mega empresa da Internet, o Google, se rende e volta atrás com sua estratégia de driblar o governo chinês.

Em síntese, a idéia central do comentário que fiz foi sobre a necessidade de que as empresas têm, ao se internacionalizar, de observar aspectos diversos como cultura, política e geografia dos mercados-alvo.

A literatura é vasta sobre esse ponto e todos os referenciais apontam que esses aspectos versam sobre “forças incontroláveis”, cabendo às empresas em processo de internacionalização estudar, entender e se adaptar.

Por mais questionável que a cultura, o sistema político e econômico chineses possam parecer aos olhos ocidentais, temos que ter certeza de que se trata de um conjunto de forças lastreadas em quesitos muito mais profundos, de mutação lenta e particular.

Quem deveria se adaptar? A China, com sua cultura milenar, ou o Google?

A empresa entendeu o recado e resolveu acatar as orientações do governo chinês antes que percam a licença de operação naquele país. Licença essa que deve ser renovada depois de amanhã, 01/07/10. será que cola?

@Castelodf